Audi V8 não está morto. Ainda.

21

O CEO Markus Döllner matou a narrativa. Três candidatos sobreviveram.

Não se trata de sentimentos. É física. E regulamentos.

O V8 da Audi não está desaparecendo silenciosamente. Está recuando para os grandes navios.

O Q9 é a escolha óbvia

Pense no tamanho. Empacotando um enorme motor de oito cilindros em um sedã compacto? Duro. Em um carro-chefe de três fileiras? Fácil. Döllner chamou os SUVs de tamanho normal de “ajuste perfeito” para o motor. Esse é o código para o espaço. Muito disso.

O Q9 padrão provavelmente se limitará ao familiar V6 de 3,0 litros. Ele move metal. Mas não escreva o elogio ao V8 ainda. A Audi já registrou a marca “SQ9”. Marcas registradas custam dinheiro. As pessoas não desperdiçam dinheiro com fantasia. Se essa variante de desempenho chegar – e as chances parecerem boas – espere um V8 híbrido moderado. É a única maneira de domar a fera das emissões e ao mesmo tempo manter o som. O Q9 avança agora que o A8 está desaparecendo. Um motor topo de gama faz sentido aí.

Os “SUVs de grande porte” são o novo santuário do motor.

O RS6 não pode simplesmente sair

O RS6 Avant? Um V8 está em seu DNA. A geração atual funciona com potência de 4,0 litros. Mudar para um V6 parece errado. Errado para a marca. Errado para o comprador que paga preços premium por aquele ruído gutural específico.

Aqui está a lacuna. Tamanho compra liberdade. Os veículos maiores enfrentam diferentes penalidades de emissões da UE por grama. Audi tem espaço de manobra. Talvez plug-in híbrido? Coloque a parte elétrica sobre a combustão. Mantenha o V8 respirando. Não é um exagero. É engenharia. Modelos RS menores foram eliminados. A grande carroça tem volume suficiente para revidar.

O SQ7 já fez isso antes

Assuntos precedentes. As duas últimas gerações do Q7 ofereceram o emblema SQ7 com aquele monstro de 4,0 litros bombeando 500 pôneis. Cabe. Cabe agora. A arquitetura suporta o peso e a largura sem gritar de dor.

Será que o próximo conseguirá? Depende da escada. Se o novo Q9/SQ9 estiver no topo, o SQ7 poderá cair um degrau. Talvez um V6 híbrido de alto rendimento? Ou talvez o V8 permaneça. Döllner não promete nada. Ele deixa a porta entreaberta. Apenas um pouco.

E os sedãs?

A A8. Uma história de fantasmas agora. A Audi não se comprometeu com um sucessor. Mas eles também não fecharam o caixão. Döllner não chega à negação total. A incerteza permanece. Por enquanto, o principal dever do showroom muda para os SUVs. É aí que está o dinheiro real. E o V8 segue o dinheiro.

Isso não é sentimentalismo. A Audi não está salvando o V8 por amor aos carburadores dos anos setenta. Eles estão economizando porque grandes máquinas exigem isso. Física. Regras. Espaço.

O motor vive onde cabe. O Q9. O RS6. Talvez o Q7. Esse é o santuário. O resto é especulação.

Então. Será que nos importamos se um futuro sedã tiver oito cilindros? Ou apenas aproveitamos as carroças e as cabanas enquanto a bateria domina todo o resto?

A resposta não é definitiva. Nunca é realmente.